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"Conheça-te a ti mesmo"

Atualizado: 12 de jun.

Esta frase tão famosa de Sócrates leva-nos para um lugar de indagação. E você pode perguntar: "Indagação de quê?" Simples, pra toda pergunta feita, em alguns casos, podemos obter a resposta num nível intelectual, por meio de uma lógica racional, de conhecimentos adquiridos ao longo de uma vida.


No entanto, há perguntas que não conseguimos ter respostas e, está tudo certo, pois a vida nos pede movimentos em todos os sentidos. É aí, então, que um impulsionador subjetivo, inerente ao humano, o faz se direcionar em busca de mais e mais internamente. A medida que não se consegue respostas vindas do externo, o interno terá que responder para que, naturalmente, a autorregulação interna aconteça, e o alívio chegue ao corpo.


"Toda preocupação é filha do medo". É medo de não pertencer, é medo de perder, é medo de não agradar, é medo de não corresponder às expectativa do outro, seja este outro quem for; é medo de não ser reconhecido, é medo de não ser aceito, enfim, é medo de não ser amado.


"Conheça-te a ti mesmo" é ter clareza de quem se é; ter clareza do que está fazendo aqui neste mundo, ter clareza de seus anseios, suas motivações, seu projeto de vida. Todas as perguntas necessárias neste processo inicial de autoconhecimento, como a própria palavra já refere, é sobre a própria pessoa. Aquele que não conhece a si mesmo, não conhece o outro; aquele que não entende a si mesmo, não entende o outro; aquele que não ama a si mesmo, é incapaz de amar o outro.


É colocar-se em um estado interior de se fazer perguntas; no silêncio. "Existe uma sabedoria interior que responde" (Guia Pathwork). Escutar simplesmente, saber ouvir essa voz interior.


Na maioria das vezes, pra não dizer, todas as vezes, nós não queremos saber a verdade sobre nós mesmos, criamos resistências, nos autossabotamos de todas as formas, por medo de encarar a nossa verdade interna; pois a suposta "verdade" é aquilo que cada um acredita; não existe uma única verdade. Jung tem uma frase importante que diz: "Nossa dificuldade é escutar o que não queremos".


Portanto, toda solução de um conflito mora dentro de cada um; num lugar sagrado no profundo do Ser. É neste lugar que qualquer pessoa pode encontrar alívio, esperança e confiança para o próximo passo a ser dado.


Eugene Gendlin, filósofo e psicoterapeuta austríaco, autor da teoria da Focalização, nos diz que o corpo tem uma Sabedoria Organísmica. Ele guarda memórias; é uma dimensão sentida, que quando acessada com acolhimento, empatia, cuidado e compreensão, no processo terapêutico, o cliente vai, passo a passo, fazendo um caminho de rever, de sentir todas as dores da infância que ficaram "congeladas" no corpo e que geram tantos conflitos que são carregados, como pesos, por toda vida.


É necessário acessar essa dimensão sentida (Felt Sense) fazendo contato com as sensações do corpo, com tudo que não foi elaborado e sentido, num processo contínuo, de forma a ir fortalecendo o Ser para uma jornada de vida mais leve, mais saudável.


Trabalho com a Focalização. Te convido a conhecer e fazer este movimento. É libertador!


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Texto: Ana Maria Favero Martin - Psicóloga Clínica


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